Causa Mortis
Era uma quinta-feira nublada. Ali, parado naquela mesma esquina, ele olhava o relógio de rua.
Marcava "23:48".
Para muitos, hora de já estar dormindo; para alguns, hora de estar trabalhando; para outros, hora de festejar.
Para ele, a hora que seu coração parou de bater.
Não no sentido literal. Bem, talvez no sentido literal. Mas aquela foi a exata hora que os ponteiros marcaram o fim de sua vida. Ela havia lhe enviado uma última mensagem de texto. Depois de toda a discussão, enquanto ele estava na frente de sua casa, ela mandou a mensagem final e seus olhos puderam ver a verdade. Estava tudo acabado.
Algumas pessoas dizem que quando se morre, a vida passa como um filme em nosso cérebro. No caso dele, passou mesmo. Sua vida com ela. As juras de "para sempre", as viagens, os jantares, os beijos, os toques. As brigas. Muitas brigas, lágrimas, sofrimento.
A última briga.
A última briga é sempre a pior. Até ter a próxima. Mas para eles, não haverá a próxima. E ali, parado naquela mesma esquina, em uma quinta-feira nublada, ele reviveu toda a última briga. Foram horas e horas resumidas em segundos, com a eterna esperança de encontrar uma falha e fazer tudo de novo.
Não achou.
Achou em suas mãos um telefone. Uma mensagem que dizia "Não venha até aqui, tenho companhia". Olhou para cima novamente e a viu, realmente acompanhada. Seu coração parou.
Morreu de amor.
Marcava "23:48".
Para muitos, hora de já estar dormindo; para alguns, hora de estar trabalhando; para outros, hora de festejar.
Para ele, a hora que seu coração parou de bater.
Não no sentido literal. Bem, talvez no sentido literal. Mas aquela foi a exata hora que os ponteiros marcaram o fim de sua vida. Ela havia lhe enviado uma última mensagem de texto. Depois de toda a discussão, enquanto ele estava na frente de sua casa, ela mandou a mensagem final e seus olhos puderam ver a verdade. Estava tudo acabado.
Algumas pessoas dizem que quando se morre, a vida passa como um filme em nosso cérebro. No caso dele, passou mesmo. Sua vida com ela. As juras de "para sempre", as viagens, os jantares, os beijos, os toques. As brigas. Muitas brigas, lágrimas, sofrimento.
A última briga.
A última briga é sempre a pior. Até ter a próxima. Mas para eles, não haverá a próxima. E ali, parado naquela mesma esquina, em uma quinta-feira nublada, ele reviveu toda a última briga. Foram horas e horas resumidas em segundos, com a eterna esperança de encontrar uma falha e fazer tudo de novo.
Não achou.
Achou em suas mãos um telefone. Uma mensagem que dizia "Não venha até aqui, tenho companhia". Olhou para cima novamente e a viu, realmente acompanhada. Seu coração parou.
Morreu de amor.
Comentários
Postar um comentário