Do gás inebriante, liberdade
Sentado em uma cadeira de bar, afogo meus anseios no fundo de um copo de cachaça. Sem pensar em nada, viajo pelo tempo até anos atrás, analisando um outro eu. E então entra no lugar um menino, em torno de seus 15 anos, que não me é estranho. Ao redor, ninguém parece notar aquele guri, apenas eu. Senta-se ao meu lado esquerdo, pede um refrigerante de cola e diz: "Sabes por que bebo isto?" "Não lhe conheço rapaz, como saberia?" "E isto?" - mostra-me a bebida - "Reconhece?" "Sim, marca famosa, também a bebia em meus tempos de juventude." "Ainda não sabe quem sou?" Paro de prestar atenção no menino e retorno às minhas angustias. Martirizando-me, começo a imaginar os anos futuros. E então, entra no bar um senhor idoso, que senta-se ao meu lado direito. Pede um refrigerante de cola e analisa meu rosto com afeto. Já culpado pelo álcool, reajo explosivamente, perguntando se estou no meio de alguma gracinha. O menino levant...

